Inocência (2)

Inocência

Era uma vêz um casal que morava em uma chácara próxima da cidade.
Eles tinham um um belo menino de 4 anos, aliás o 1º filho da família.
A mãe era doméstica e o pai era viajante.
Ele ficava 2 ou 3 meses longe de casa e quando voltava ficava algumas semanas com a família.
Na última viagem que fêz, quando voltou pra casa, passou numa agência de veículos, comprou um carro zero kilometro e foi pra chácara fazer surpresa pra família.
Parou o carro no meio do terreiro, veio a esposa e o filho, muitos abraços, etc.
E ele: —- Veja que carro bonito comprei pra nós passearmos?
Abriu a porta do passageiro e :
—- Sente pra ver que conforto?  E o menino que estava já correndo em volta do carro, quis subir junto com a mãe. E o pai cheio de cuidado, ralhou com o menino: —-Você não pode entrar, está com o sapato sujo de barro?  Ainda falando com a mulher:—-Vamos almoçar, descançar um pouco e depois iremos para o shopping fazer compras!
O menino ficou revoltado, porque o pai não deixou entra no carro.
Depois que almoçaram, a mãe disse ao menino: —- Você fica brincando aqui na sala e a mamãe vai descançar com papai lá no quarto, se precisar de alguma coisa chame a mamãe no quarto, tá bom?
O menino ficou brincando alí na sala meia hora ou 40 minutos e olhava o carro lá fora que o pai não deixou entrar por que estava com os pés sujo de barro.
Aproveitando-se do silêncio, foi até o carro e tentou abrir a porta pra entrar.  Não conseguiu por que não sabia como abrir.
Então muito revoltado por isso, volta pra dentro de casa e encontra na varanda, uma caixa de ferramentas. Pegou um martelo da caixa e foi até o carro.  Lá chegando, martelou um faról, quebrou outro, foi até a traseira e quebrou as duas lanternas.
O pai acorda assustado com o barulho de vidro e já pensou no carro que havia acabado de comprar. Veste a roupa rápido bota os sapatos, sai pra fora e vê o menino martelando o carro. Quando viu o menino, gritou: —- Para com isso, tá quebando tudo meu carro?  Menino percebe que o pai vem correndo prô lado dele, tabém corre com o martelo em direçao a casa. o Pai alcança ele, tenta tomar o mrtelo e ele segura e o pai derruba-o no chão e com tanta fúria,
pisa na mão do menino, sapateia na mão que segurava o martelo, enfim, ele
gritava ensandecido e o menino gritava de dor, a mãe levantou-se rápido e saiu pra fora e: —-Para de  agredir o menino, não vê que  esta machucando ele?  Ela então, pega o menino ainda no chão gritando de dor e leva pra dentro de casa.
Algumas horas mais tarde, a mãozinha do menino ficou tão inchada que parecia a mão de um adulto e ele gritava de dor se esbarrasse nela.
E a mãe preocupada: —- Vamos levar esse menino prô ponto socorro agora,
você bateu demais nele e machucou muito, por isso chora de dor?
E lá no pronto socorro, depois de tirar o raio X, o médico examinou, chamou os pais do menino e disse: —- Os senhores deve aguardar lá sala de espera, vamos fazer uma pequena cirurgia no menino e quando terminar, eu os chamo.
Algumas horas depois: — Senhores, a cirurgia foi um sucesso.  Como se observa no raioX aqui, seu filho teve os 4 dedos da mão direita esmagados.
Se nós enfachássemos poderia virar grangrena e possivelmente dar tétano.
Por isso decidimos amputá-los, para preservar a vida dele.
E um mês de tratamento e o menino já estava sem os curativos vivendo normalmente, quando num Domingo após o almoço, estavam todos os 3 ali na sala, os pais conversavam e o menino brincava com um carrinho de madeira no meio da sala.
O pai então que não desviava o olhar para a mão com os dedos amputados do menino, bateu um certo remorso pela merda que fêz e: —- Vem cá no colo do papai, vem!   E o menino larga o brinquedo alí no chão e sobe no colo do pai.Já apoiado no colo do pai e olhando para a mãozinha amputada, o pai dá o seguinte depoimento: —- Filho!   —- O que, Papai, respondeu o menino. E o pai continuou:—- À partir de hoje, você pode pegar o martelo e martelar o que você quiser nesta casa, que o pai não vai mais brigar com você!   E o menino então exclamou: —- Que bom papai!!! E olhando pra mãozinha amputada, continuou: —-Quer dizer que os meus dedinhos já podem crescer de novo, papai!!! —- E o senhor não vai mais pisar neles!!!!
Falando isso, ainda deu um abraço apertado no seu papai e um beijo demorado em seu rosto, depois desceu do colo do seu pai, e olhando pra sua mãozinha amputada, foi radiante contar  a novidade pra sua mãe: —- Mamãe, vai crescer de novo!!! Papai não vai pisar maais!!! Vai crescer de novo!!!