Assim é o Pirilampo

I

Vagando pelo campo
Assim é o pirilampo
(Sem rumo e sem guarida)
Ao frio do mês de julho
Tal qual o seresteiro
Que não tem paradeiro
(Cantando pela vida)
Também com muito orgulho
Porém o pirilampo
Que vaga pelo campo
(Escolhe a noite escura)
Pra cumprir sua missão
É igual ao seresteiro
Que não tem paradeiro
(Ao luar de ternura)
Também canta uma canção.

(Estribilho)

Pirilampo,
No escuro que tropeça
Sua missão começa
Ao anoitecer
Seresteiro,
Do luar que o domina
Sua missão termina
Ao amanhecer.

II

O pirilampo vaga
E asua luz propaga
(Na escuridão clareia)
Ganhando dimensão
E o seresteiro canta
Ao luar que encanta
(Nas cordas que ponteia)
Ao som do violão
Assim a noite escura
Também ganha ternura
(Porque o pirilampo)
Está sempre a bailar
Na noite enluarada
Se ouve as entoadas
(Do seresteiro enqunto)
Contempla o luar.

(Estribilho).

Autor: Apolinário P.O.Fº.
(Narico)