A rede da varanda

I

Da rede da varanda
Da casinha modesta
Eu fico contemplando
mais um amanhecer
De frente prô horizonte
O  clarão que começa
E o sol atrás dos montes
Vai raiando pra nascer
Mais um fim de semana
Em meio a natureza
Que vejo as belezas
Do meu querido sertão
Fico horas e horas
Olhando prô universo
Vou inspirando versos
E tocando violão

II

Quando é meio dia
O almoço está na mesa
Um franguinho ao molho
Com polenta vou comer
Depois que eu almoço
Na rede com certeza
Eu fico descansando
Até adormecer
Quando é de tardinha
Em meio aos espreguiços
Eu pego os caniços
Vou ao lago pra pescar
E quando anoitece
Vou logo retornando
Pra casa vou chegando
Bem na hora de jantar.

III

Na cama o colchão
É de palha de milho
Me deito e me cubro
Com o velho cobertor
E a lua pelas frestas
Invade com seu brilho
Salpica o meu quarto
Com seu belo explendor
Quando é madrugada
Desperto e me levanto
Dos galos ouço os cantos
E dos curiangos também
E quando amanhece
Tranquilo vou sentindo
O sol que vai surgindo
Da rede que vai e vem.
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